Julho 2017 ~ Jornal Barreiras 24 Horas

Com arrecadação menor que o previsto, repatriação termina nesta segunda

Com arrecadação menor que o previsto, repatriação termina nesta segunda
Foto: Rafael Neddermeyer / Fotos Públicas
Prevista para terminar nesta segunda-feira (31), a regularização de ativos no exterior, também chamada de repatriação, arrecadará menos que o previsto. A estimativa do governo é arrecadar R$ 2,852 bilhões com a segunda etapa do programa, contra cálculo inicial de R$ 13 bilhões. O valor foi divulgado pelo Ministério do Planejamento no último dia 21, no Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas. Segundo a Agência Brasil, o novo número leva em conta a arrecadação bruta do programa. Ao considerar a partilha do Imposto de Renda e das multas com os estados e os municípios, a União ficará com R$ 1,34 bilhão. No início do ano, a equipe econômica previa arrecadar R$ 13 bilhões, dos quais R$ 6,1 bilhões ficariam com a União. Segundo o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, até o último dia 17, o governo tinha obtido apenas R$ 900 milhões, mas ele não explicou o motivo de a entrada de recursos ter ficado abaixo da expectativa. "Nós estamos tendo frustração de adesões. Até agora, elas implicaram arrecadação de R$ 900 milhões. A duas semanas do fim do período de adesão, não poderíamos manter a previsão de R$ 13 bilhões, sendo que nem atingimos R$ 1 bilhão. Aguardamos ainda o prazo", disse Rachid, no último dia 21, ao explicar a última edição do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas. O fraco desempenho da segunda versão do programa foi um dos motivos que levou a Receita Federal a revisar para baixo - em R$ 5,79 bilhões - a estimativa de entrada de receitas primárias para este ano. A frustração de receitas poderia ter sido mais ampla não fossem a entrada adicional de R$ 5,8 bilhões da renegociação de dívidas de contribuintes da União, o ingresso de R$ 10,2 bilhões de precatórios devolvidos ao Tesouro Nacional e o aumento de tributos sobre os combustíveis, que deverá render R$ 10,4 bilhões ao governo.
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Aleluia defende que MP investigue Rui por desistir de liminar em favor da Gaspetro

Aleluia defende que MP investigue Rui por desistir de liminar em favor da Gaspetro
Foto: Divulgação
O deputado federal José Carlos Aleluia (DEM) pediu que o Ministério Público (MP-BA) investigue o governador Rui Costa por desistir da liminar impetrada para suspender a venda das ações da Gaspetro. Informações divulgadas neste domingo (30) indicam que Rui desistiu do recurso, o que favoreceu o negócio, efetivado em dezembro de 2015 pelo então presidente da Petrobras, Aldemir Bendine (veja aqui), com a japonesa Mitsui. "Essa operação suspeita foi facilitada pelo governador Rui Costa, que desistiu de uma liminar com efeito suspensivo da negociação em troca de benefícios ao estado que nunca foram concedidos. (...) Com sua benevolência contra os interesses da Bahia, Rui Costa pode ser considerado cúmplice de uma operação suspeita liderada por Bendine, que está preso pela Operação Lava Jato. (...) Teria Rui prevaricado? O MP precisa apurar", declarou Aleluia. Por causa da venda, o equilíbrio acionário da Bahiagás ficou comprometido, já que as ações eram divididas entre a Gaspetro, governo da Bahia e Bahia Participações Ltda. 
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Bancários definem plano para exigir compromisso contra retirada de direitos

por Aline Bronzati | Estadão Conteúdo

Bancários definem plano para exigir compromisso contra retirada de direitos
Foto: Sindicato dos Bancários
Bancários definiram neste domingo (30) um plano para cobrarem a manutenção de direitos da categoria a despeito de mudanças impostas pelas reformas trabalhista e da Previdência Social. Nesse sentido, vão entregar à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) um documento, no início do mês que vem, reivindicando um termo de compromisso das instituições financeiras. A decisão foi tomada durante a 19ª Conferência Nacional, realizada neste domingo, e que reuniu cerca de 700 bancários. Além da manutenção dos direitos já estabelecidos, o plano dos bancários inclui defesa por empregos e ainda pelos bancos públicos, contra a terceirização e precarização do trabalho. A Campanha Nacional Unificada 2016 garantiu à categoria, após 31 dias de greve, um acordo com validade de dois anos para todos os trabalhadores de bancos públicos e privados do País. Por isso, esse ano não haverá discussão de reajuste salarial. "Como fechamos um acordo de dois anos, nossa estratégia este ano é unir forças com outras categorias contra o desmonte trabalhista. Consolidado o golpe no ano passado, os trabalhadores estão mobilizados contra o retrocesso imposto pela Reforma Trabalhista", afirma Ivone Silva, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região, em nota à imprensa. Neste momento, Bradesco e Caixa Econômica Federal têm em vigor um plano de demissão voluntária (PDV). Enquanto o banco privado fez o primeiro movimento desse tipo da sua história, motivado pela compra do HSBC, o público reabriu a iniciativa após a primeira tentativa feita neste ano ter adesão abaixo do esperado. Apenas no primeiro semestre deste, segundo o Sindicato dos Bancários, os bancos fecharam quase 11 mil postos de trabalho em meio à transformação tecnológica por qual o segmento passa, com os canais mobile liderando o ambiente de transações.
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Efeito Lava Jato nas eleições da Bahia é de difícil previsão

por Fernando Duarte

Efeito Lava Jato nas eleições da Bahia é de difícil previsão
Delação da OAS pode interferir no cenário incisivamente | Foto: Divulgação
O efeito Lava Jato é uma aposta difícil de prever para as eleições 2018, porém está longe de ficar restrito ao cenário nacional. Tanto que os protagonistas da corrida eleitoral na Bahia, o governador Rui Costa (PT) e o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), quase sempre preferem adotar posturas evasivas ao comentar as ações da operação e oscilam entre a defesa da Lava Jato, por uma questão de estratégia para não ir de encontro à opinião pública, e as críticas, quando o Ministério Público Federal e a Polícia Federal batem à porta de aliados políticos. Formalmente, nenhum dos dois foi citado por delatores ou nos processos que envolvem a Odebrecht e o Grupo JBS, os dois maiores acordos de delação premiadas firmados no âmbito da operação. Porém, no caso de ACM Neto, houve uma citação pela Odebrecht de uma das obras da prefeitura de Salvador, a reforma da orla da Barra. E ainda não se pode esconder a aliança com o peemedebista Geddel Vieira Lima, em prisão domiciliar após supostamente tentar coibir um acordo de colaboração do doleiro Lúcio Funaro, que indiretamente pode respingar no prefeito de Salvador – associar políticos é muito mais fácil do que dissociar, apesar de exemplos recentes do contrário, como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que passou praticamente incólume ao mensalão mesmo tendo aliados próximos presos. Já o governador Rui Costa apareceu pela primeira vez, de forma bem tangencial, com a prisão do ex-presidente da Petrobras, Aldemir Bendine. O chefe do Executivo baiano teria abandonado uma ação contra a venda da Gaspetro após interferência de Bendine. Não é das mais consistentes essa correlação, mas cria o espaço para que a oposição se refestele com a simples citação. Os adversários de Rui, todavia, aguardam um eventual acordo de delação premiada com executivos do Grupo OAS, tão intimamente ligada aos governos petistas na Bahia que possui ex-integrantes como secretários desde os tempos de Jaques Wagner. Se no plano federal, o efeito Lava Jato já foi devastador para os principais jogadores, no plano baiano ainda há certa nebulosidade para prever as consequências da operação nas urnas estaduais – exceto a retirada de Geddel Vieira Lima como um dos protagonistas do cenário local. Este texto integra o comentário desta segunda-feira (31) para a RBN Digital, veiculado às 7h e com reprise às 12h30, e para as rádios Irecê Líder FM e Clube FM.
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‘Sempre acreditei’, diz ex-doméstica que passou na OAB prestes a se formar em Direito na Bahia

Por Maiana Belo, G1 BA
Maria Aloísia ao lado da casa da mãe no sítio em Valença, na bahia (Foto: Arquivo Pessoal
Maria Aloísia ao lado da casa da mãe no sítio em Valença, na Bahia | Foto: Arquivo Pessoal
A esperança de transformar a vida profissional fez com que a advogada Maria Aloísia Jesus dos Santos, de 30 anos, conciliasse o trabalho de doméstica, que conhece desde a infância, com a faculdade de Direito. Mesmo sem qualquer incentivo familiar para estudar, a jovem da zona rural de Valença, no Baixo Sul da Bahia, não desistiu do sonho. Ela, que mora em Salvador, jamais perdeu uma matéria no período da graduação, e após cinco anos, tempo do curso de Direito, conquistou a tão sonhada formatura na quarta-feira (26).
Aluna dedicada, após madrugadas em claro, Maria estreou no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em fevereiro deste ano, e foi aprovada. Ela conta que intensificou os estudos quando soube que poderia fazer o exame antes mesmo de se formar.“Criei uma meta, comprei vários cadernos e comecei a estudar nas madrugadas”, revelou. Apesar da conclusão do curso de Direito e da realização profissional, o sonho dela não para. O desejo da advogada é ser juíza.
Sobre a escolha da profissão, Maria conta que teve uma ajuda de testes vocacionais, mas o que contou mesmo foi saber que poderia ajudar as pessoas através da carreira que decidiu seguir. “O Direito é uma profissão bonita, eu vou servir à sociedade e nela [a carreira] vi exemplos de mulheres que me motivaram, como Luislinda Valois, que foi a primeira juíza negra do país. Se ela conseguiu, por que eu não conseguiria também?”, argumenta.
Maria Aloísia percorreu um longo caminho de estudo e superação. Aos 17 anos, ela não havia concluído nem o ensino fundamental. Além disso, a jovem não tinha tempo para estudar, nem dinheiro para pagar a mensalidade de uma faculdade particular, mas mesmo assim, passou a trilhar o caminho do estudo.
Determinação foi essencial para ela alcançar os objetivos. Segundo conta, os obstáculos que iria enfrentar para chegar à faculdade foram a base da motivação.
O advogado, professor e coordenador do curso de Direito da faculdade onde Maria estudou, Vinícius Maia, relata que a colega de profissão era muito dedicada às aulas no período guaduação, além de ser concentrada e bastante determinada. “Sempre tem o aluno com o “caderno da salvação” aquele que copia tudo e os colegas correm para tirar cópia perto das provas. Assim era Maria Aloísia, que sempre ajudava seus colegas”, contou.
Maria Aloísia (calça preta e blusa branca) com os colegas da faculdade em Salvador (Foto: Arquivo Pessoal
Ele destacou que a determinação dela era o que mais o supreendia. “Mesmo diante das adversidades, ela não abandonou seus objetivos, pois tinha convição de que o estudo não era apenas uma opção, mas o único caminho para que sua vida fosse realmente mudada. Histórias como a de Aloísia alimentam nossa alma como educadores”, concluiu Vinícius.
O advogado, professor e coordenador do curso de Direito da faculdade onde Maria estudou, Vinícius Maia, relata que a colega de profissão era muito dedicada às aulas no período guaduação, além de ser concentrada e bastante determinada. “Sempre tem o aluno com o “caderno da salvação” aquele que copia tudo e os colegas correm para tirar cópia perto das provas. Assim era Maria Aloísia, que sempre ajudava seus colegas”, contou.
Ele destacou que a determinação dela era o que mais o supreendia. “Mesmo diante das adversidades, ela não abandonou seus objetivos, pois tinha convição de que o estudo não era apenas uma opção, mas o único caminho para que sua vida fosse realmente mudada. Histórias como a de Aloísia alimentam nossa alma como educadores”, concluiu Vinícius.
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ACIDENTE MATA PAI, MÃE E FILHO


O acidente matou três pessoas da mesma família.Um casal e um filho menor de idade tiveram morte instantânea. Estavam numa moto de dados ignorados que bateu contra uma caminhonete Ranger,também de dados desconhecidos, perto da localidade de Pitomba, município de Riachão das Neves/BA,na tarde deste sábado, 29, por volta das 17h 00.
As vítimas foram identificadas por: Josenilton Batista Dias Santos, Deivid dos Santos Batista e Angelina de Jesus dos Santos.
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MOTOCICLISTA BATE CONTRA CAMINHONETE E MORRE EM ANGICAL

A colisão contra uma caminhonete D10, de cor branca, provocou a morte do condutor de uma moto de cor vermelha, identificado por Jeferson Oliveira Câmara, de 39 anos, na noite deste sábado, 29. O acidente aconteceu numa estrada vicinal na zona rural de Angical/BA. Os ocupantes da caminhonete, de nomes não revelados pela polícia, ficaram ilesos no acidente.
Alô Alô Salomão
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VENDEDOR DE LEITE MORRE ACIDENTADO NO ANEL VIÁRIO


O vendedor de leite Alcides Conceição, de 50 anos, ex-funcionário da Empresa Leite Kelvia, que atualmente trabalhava na sorveteria Zorzo, morreu após um acidente ocorrido na manhã deste sábado (29), em um trecho do Anel Viário, em Barreiras, Oeste da Bahia. De acordo com informações coletadas pela polícia, ele entrou na contramão da via e bateu em uma carreta que seguia sentido BR 242.
Alcides morreu no local do acidente. Seu veículo teve o motor lançado à longa distância do choque, na margem da BR e ficou parcialmente destruído no acostamento da rodovia. Um amigo dele, que prefere não se identificar, esteve no local do acidente e informou que o mesmo fazia aquele percurso diariamente para pegar seu assistente no bairro São Francisco, com quem trabalhava na comercialização de leite pasteurizado. .
O condutor da carreta não teve ferimentos. Ele declarou que quase saiu da pista para não atingir o veículo de Alcides, mas não foi possível evitar a colisão.  A perícia foi acionada no local e realizou os trabalhos de praxe. O corpo foi encaminhado ao IML regional de Barreiras.
Alcides era pai do ex-candidato a vereador “Vandinho” e adquiriu popularidade em Barreiras comercializando leite, onde ficou conhecido pelo apelido de Leite Kelvia.
Fotos: César Miller
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SECRETARIA DE SAÚDE DE BARREIRAS DIVULGA NOTA DE ESCLARECIMENTO



A despeito de uma nota que circula nas redes sociais, acusando o município de omissão no atendimento de saúde, a Secretaria Municipal de Saúde de Barreiras esclarece que: 
A informação veiculada com relação à falta de atendimento do senhor Antônio Severino Gomes não procede. O paciente antes de dar entrada no dia 14 de junho no pedido do procedimento médico: Colangiopancreatografia Retrograda (CPRE), na Secretaria de Saúde de Barreiras, estava internado em um Hospital e posteriormente fora liberado sem regulação através da (SUREM - regulação da Urgência e Emergência do Estado) para a realização do procedimento citado.
A Secretaria esclarece que o paciente compareceu no dia 14 de junho com o encaminhamento médico, onde foi dada a entrada no Sistema Vida Mais (Sistema de Regulação Intermunicipal).
Esse procedimento é disponibilizado através da pactuação (PPI – Programação Pactuada Integrada) existente entre municípios, onde atualmente para esse procedimento, são disponibilizadas apenas oito vagas por mês para todos os municípios da Bahia pactuados com Salvador. Dessa forma, o paciente, que está devidamente regulado, aguarda a disponibilidade da vaga para a realização do procedimento médico.                                                                                           


Via:Secretaria Municipal de Saúde
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Pagamento do abono do PIS começa nesta quinta; veja calendário

O pagamento dabono salarial do PIS/Pasep começa nesta quinta-feira (27) para os trabalhadores nascidos em julho. O abono pode chegar ao valor de um salário mínimo (937 reais), dependendo do período trabalhado em 2016 – ano-base do calendário de pagamento.
Aqueles com direito ao benefício do ano-base 2015 que não fizeram o saque também podem retirar o dinheiro a partir desta quinta.
Para ter direito ao benefício, é necessário ter trabalhado com carteira assinada ao menos 30 dias durante 2016, sendo eles consecutivos ou não, e ter recebido remuneração mensal média de até dois salários mínimos durante o ano-base. Também é preciso estar cadastrado no PIS há pelo menos cinco anos e o empregador deve ter informado seus dados corretamente na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS).
Os trabalhadores com direito ao PIS nascidos em outros meses podem conferir a data para o saque neste link. Quem não sacar o benefício até o prazo final perderá o dinheiro – ele é devolvido ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
Já os brasileiros que podem sacar o Pasep, exclusivo para servidores públicos concursados, podem checar as datas a seguir:
Final de Inscrição (dígito)Início do Pagamento
027/07/2017
117/08/2017
214/09/2017
319/10/2017
417/11/2017
518/01/2018
6 e 722/02/2018
8 e 915/03/2018
Final do cronograma29/06/2018
Ao todo, serão 2,07 milhões de brasileiros aptos ao saque do abono do Pasep, o valor total liberado chega a 1,7 bilhões de reais. No ano-base 2015, cerca de 195 mil beneficiários deixaram de sacar o abono.

Como sacar o PIS

O pagamento do abono salarial pode ser realizado de três maneiras. A primeira por crédito em conta, quado o trabalhador possuí conta corrente ou poupança na Caixa.
Para os não-correntistas, é possível resgatar o benefício utilizando o Cartão do Cidadão nos caixas eletrônicos da Caixa e nos Correspondentes Caixa Aqui.
Se preferir, o trabalhador pode ir até uma agência com um documento de identificação e o número do PIS.

Como sacar o Pasep

Os correntistas do Banco do Brasil irão receber o crédito em conta a partir do terceiro dia útil anterior ao início de cada período de pagamento, conforme cronograma.
Os trabalhadores que não possuem conta corrente no banco, precisam se dirigir até uma agência munidos com documento de identidade e documento do Pasep.

Valor do abono

O valor do abono é proporcional ao período trabalhado durante 2016. Confira abaixo:
Meses trabalhados (dias)Valor Abono
1 (30 a 44)R$ 79,00
2 (45 a 74)R$ 157,00
3 (75 a 104)R$ 235,00
4 (105 a 134)R$ 313,00
5 (135 a 164)R$ 391,00
6 (165 a 194)R$ 469,00
7 (195 a 224)R$ 547,00
8 (225 a 254)R$ 625,00
9 (255 a 284)R$ 703,00
10 (285 a 314)R$ 781,00
11 (315 a 344)R$ 859,00
12 (345 a 365)R$ 937,00

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Governo prorroga saque do FGTS para quem não pôde comparecer

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Política Entrevista 'Lula é um atraso populista', diz Cristovam Buarque

O senador Cristovam Buarque (PPS-DF) diz estar “disposto e pronto” para ser candidato à Presidência da República em 2018. O político, de 73 anos, repetiria muitas das propostas que constituíram o programa de governo que escreveu para concorrer ao Palácio do Planalto em 2006. Ele só precisa de uma autorização do PPS para entrar na disputa. “Doze anos depois, acho que estou mais preparado e mais forte.”
Buarque teve pouco mais de 2,5 milhões de votos quando se candidatou ao Executivo federal pelo PDT. Terminou a eleição em quarto lugar. Desta vez, o senador gostaria de concorrer para barrar candidaturas que chama de retrógradas. Ele afirma que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é um “atraso populista”, enquanto o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) é um “atraso do ponto de vista do autoritarismo”. Buarque diz que, caso Lula seja impedido de concorrer em decorrência de uma condenação judicial em segunda instância, o país teria uma prova de “fortalecimento institucional”.
O pepessista também não poupa críticas a Ciro Gomes (PDT), outro presidenciável. “A única diferença radical entre ele e o Bolsonaro é que o segundo é previsível do mal que pode causar”. O senador, antes visto como representante da esquerda brasileira – no PT, foi ministro da Educação de Lula -, afirma que as pessoas que o chamam de golpista são “traidores do interesse público”. E manda um recado: “Sigo me considerando de esquerda enquanto não existir outro nome para dizer isso”.
O senhor declarou que poderia se candidatar à Presidência da República caso o PPS tivesse interesse. O senhor de fato tem essa ambição?
Não vou pleitear, mas se o PPS quiser, estou disposto e pronto. Numa disputa em que vemos o passado estampado nas pesquisas, com a cara do Lula ou do Bolsonaro, creio que qualquer político tem o direito de estar disponível para isso. Já fui candidato em 2006 e tive pouquíssimos votos [2.538.844, ou 2,64% dos votos válidos], mas acho que não me saí tão mal, porque estava disputando com Lula e Geraldo Alckmin (PSDB), que estavam no auge político, e com o charme da [ex-senadora] Heloísa Helena (à época no PSOL). Doze anos depois, acho que estou mais preparado e mais forte.
O PPS mostrou interesse ou deu algum indício de que gostaria de lançar o senhor à Presidência?
Nas andanças que faço e nos encontros dos quais participo, sinto que existe a ideia de ter um candidato do partido na disputa presidencial. Sinto um pouco de simpatia com relação ao meu nome, mas nas direções eu nunca tive um diálogo sobre ter ou não um candidato. Essa é uma ideia que sempre defendi, todos os partidos deveriam ter candidatos a cargos executivos. Não sei também qual seria o nome escolhido. Por que não o [ministro da Defesa] Raul Jungmann? Por que não o [ex-ministro da Cultura] Roberto Freire? Nas bases sinto que a ideia de ter candidato é forte e que há simpatia ao meu nome, mas nunca senti isso nas direções.
O que o senhor poderia adaptar do projeto que propôs em 2006 para o atual cenário político e econômico?
Eu tenho uma mania de professor, de intelectual, e fui o único candidato que publicou um programa eleitoral completo. Fiz um livro para tratar do Brasil. São mais de cinquenta capítulos que escrevi para abordar todos os temas. Primeiro teríamos de ter eficiência na economia. A economia não é lugar para fazer justiça, mas para ter eficiência. É preciso ter cada vez menos intervenção estatal e respeitar o mercado, sempre subordinado à ética. Assim, faríamos justiça saindo da armadilha da pobreza, com programas que não seriam demagógicos nem quebrariam a responsabilidade fiscal. É por isso que a erradicação da pobreza levaria décadas. Outro ponto é o acesso à educação para todos os brasileiros, independentemente do CEP de onde moram e do CPF da família. A educação é o caminho para uma justiça que respeitará o talento e a persistência. Um dos maiores erros da esquerda foi não respeitar a desigualdade que vem do mérito e do esforço pessoal.
Qual seria o projeto político ideal para o Brasil?
A política exige um compromisso radical com a democracia e que implica na liberdade de imprensa e do discurso e na tolerância aos posicionamentos diferentes. Também é um compromisso radical com a participação política de todos. Muitos por aí dizem que isso se chama liberalismo. Acho que temos que ter capitalismo na economia. No social, a educação tem que ser de máxima qualidade e igual para todos. E, na política, precisamos ter liberalismo.
A economia não é lugar para fazer justiça, mas para ter eficiência. É preciso ter cada vez menos intervenção estatal e respeitar o mercado, sempre subordinado à ética. Assim, faríamos justiça saindo da armadilha da pobreza, com programas que não seriam demagógicos nem quebrariam a responsabilidade fiscal
Os resultados das eleições nos EUA e na França sugerem um rechaço aos políticos tradicionais. O senhor acredita que a cultura de outsiders se repetirá no Brasil? Será necessário se vender como um nome novo?
Tenho a tradição de não me vender no sentido mercadológico e de não me adaptar ao discurso da moda. Não usaria a ideia de não ser político. Entrei na política aos 50 anos. Não existe esse discurso de dizer que alguém que disputa uma eleição não é político. Não existe ninguém mais político do que esse senhor Jair Bolsonaro, que usa o Exército como escada política. Não vejo nenhum partido que tenha o monopólio da verdade – nem o meu. Os partidos estão contaminados eticamente e ideologicamente com o passado. Defendo a refundação dos partidos. Andei pensando que é muito difícil ser líder em tempos de mutação. Fazer política na época do telefone inteligente não é o mesmo que fazer política na época do telefone de discar. Os líderes são paradigmáticos, mas vivemos tempos em que o mundo se transforma de um dia para o outro. Por isso essas pessoas dizem que não são políticas. Se andar contra essa tendência não for me dar voto, então eu lamento, mas não terei voto.
As pesquisas de intenções de voto mostram que há uma polarização entre as pré-candidaturas de Lula e Bolsonaro. Como conquistar o eleitor que se divide entre esses extremos?
Dizendo que nem o Bolsonaro representa a direita nem o Lula representa a esquerda. Eles representam forças tradicionais. São pessoas que estão em partidos que vêm do tempo em que se tratava a esquerda e a direita dessa forma. É preciso distinguir quem traz o discurso novo de quem traz um discurso atrasado. Lula é um atraso populista, e Bolsonaro é um atraso do ponto de vista do autoritarismo.
O que muda para o cenário eleitoral brasileiro caso Lula seja impedido de concorrer à Presidência?
Por um lado, seria positivo que o Lula saísse [da disputa] por razões institucionais. Seria um fortalecimento institucional, mostraria que a democracia e a Justiça funcionam. Há, no entanto, o lado negativo, porque ficaria de fora da disputa uma pessoa com a liderança e com a quantidade de votos do Lula. Eu não sei o que vai pesar mais. As pessoas aceitarão o fato de que um condenado com a força do Lula ficará fora da disputa? Ou prevalecerá a narrativa que fala em golpismo? É uma questão da Justiça, prefiro não torcer nem comentar.
Nem Bolsonaro representa a direita nem Lula representa a esquerda. Eles representam forças tradicionais. Estão em partidos que vêm do tempo em que se tratava a esquerda e a direita dessa forma. É preciso distinguir quem traz o discurso novo de quem traz um discurso atrasado. Lula é um atraso populista, e Bolsonaro é um atraso do ponto de vista do autoritarismo
O senhor acredita que o quadro político nacional está desmoralizado a ponto de os partidos terem perdido a importância para os eleitores?
Hoje, os partidos não são mais importantes. Tenho uma proposta de permitir eleições com candidaturas avulsas, mas isso não se concretizará agora. Acho muito interessante quando falam sobre o [presidente francês Emmanuel] Macron. O Brasil não aceita um Macron. Não dá para fundar mais partidos. Temos um excesso de legislação aqui, e os partidos perderam a identidade moral, tanto do ponto de vista ético quanto do ponto de vista das bandeiras. Tem partido que defende o direito ao aborto, mas pessoas filiadas a ele são contrárias a isso. Tem partido que defende o casamento gay e abriga pessoas homofóbicas em seus quadros. Não existe uma identidade moral nem de propósitos. Antes falávamos que isso era ideologia, mas hoje não existe um compromisso para o Brasil que queremos no futuro. Não vejo partidos pensando no futuro, eles só pensam na próxima eleição.
Esse cenário é propício para que partidos novos ou menores cresçam no vácuo deixado por siglas tradicionais?
Do ponto de vista eleitoral, vota-se nesse ou naquele, mas não creio que isso acontecerá do ponto de vista propositivo. Esses partidos não têm um conjunto de ideias nem um programa de governo. Nem mesmo a Rede. A [ex-senadora] Marina Silva talvez tenha um programa na cabeça dela, mas as pessoas da Rede não têm um propósito de governo. Esses partidos podem substituir os grandes por escassez. É como ganhar um jogo por W.O., você vence porque o adversário não está no campo, não porque o seu time tem os melhores artilheiros.
O senhor foi hostilizado em Belo Horizonte por votar a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e da reforma trabalhista. Como o senhor enxerga o fato de a esquerda considerá-lo um traidor?
Antes eu tinha essa esquerda em alta consideração, hoje não tenho mais. Essa desconfiança é absolutamente mútua, acho que eles não têm nada de esquerda. Ser de esquerda é se indignar com a situação social, não prezar apenas pelo nome de uma pessoa. É sonhar com um mundo melhor, mas esse mundo não é aquele em que o Estado intervém e desapropria os meios de produção. O sonho é conseguir colocar na mesma escola os filhos dos ricos e dos pobres, o que só é possível se tivermos estabilidade monetária. Para ser de esquerda é preciso estar em sintonia com as transformações do mundo. Você não pode se considerar de esquerda e ser atrasado. Quem me vaia hoje é atrasado. Eles não entenderam que as transformações tecnológicas exigem leis trabalhistas diferentes daquelas que foram aprovadas com a CLT. São traidores do interesse público, foram contra a privatização das telecomunicações e até contra o Plano Real. Só que eles não pedirão desculpas quando ficar provado que as reformas trabalhistas vão trazer uma modernização na relação entre o capital e o trabalho.
O senhor ainda se considera de esquerda?
Sigo me considerando de esquerda com base na definição que tenho e enquanto não existir outro nome para dizer isso. Nós temos que criar um projeto de coesão nacional, isso é o contrário da luta de classes. Chamo isso de esquerda, mas alguém pode chamar de “redondo” ou de qualquer outro adjetivo.
A candidatura do ex-ministro Ciro Gomes é uma alternativa para o campo da esquerda se descolar do PT?
O Ciro não tem nada de esquerda. Também não sei se tem algo de direita, porque ele é imprevisível. A única diferença radical entre ele e o Bolsonaro é que o segundo é previsível do mal que pode causar. Qual é a proposta de esquerda do Ciro? Eles chamam de esquerda um discurso que seria perfeito para os anos 50, quando tínhamos Guerra Fria e não existia globalização e robótica. O discurso do Ciro é velho. Não é possível ser atrasado e ser de esquerda. É até possível ser autoritário, mas ser atrasado é uma contradição. Só é de esquerda quem olha para a frente.
Qual avaliação o senhor faz do governo do presidente Michel Temer (PMDB)?
Temer está levando a economia de forma correta neste momento de crise – e a esquerda não acredita nisso. Só que seu governo é um desastre do ponto de vista político, ético e de comunicação com a opinião pública. Minha impressão é de que o Temer não tem a menor consideração com a opinião pública. Ele se preocupa com quantos deputados e senadores tem em sua base, não com o pensamento das pessoas. Não digo que ele deveria se submeter à opinião pública, mas tentar convencê-la. Tem político que faz o que a população quer e destrói a economia. O estadista faz o que é necessário e convence o povo disso. O Temer não faz parte dos estadistas, porque não está nem aí. O Lula também não foi um estadista, porque não fez o que era necessário para garantir estabilidade a longo prazo.
Temer está levando a economia de forma correta neste momento de crise – e a esquerda não acredita nisso. Só que seu governo é um desastre do ponto de vista político, ético e de comunicação com a opinião pública
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ALÔ SÃO DESIDÉRIO!!! A LOCOMOTIVA ESTA VOLTANDO

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