Evangélicos devem travar 'guerra santa' por vaga na majoritária da oposição na Bahia ~ Jornal Barreiras 24 Horas

Evangélicos devem travar 'guerra santa' por vaga na majoritária da oposição na Bahia

Evangélicos devem travar 'guerra santa' por vaga na majoritária da oposição na Bahia
Foto: Reprodução/ Revista Comunhão
Há muito tempo se sabe o potencial do segmento evangélico para eleger parlamentares. Tanto que, em todas as rodas de conversas políticas, sempre existe a reserva de vagas para representantes de siglas como PRB e PSC, legendas conhecidas por abrigar lideranças do setor e que obtêm sucessivos êxitos nas urnas. Em eleições majoritárias o movimento já tomou força e, em 2016, o PRB elegeu Marcelo Crivella no segundo maior colégio eleitoral do país, o Rio de Janeiro. Enquanto esse avanço na Bahia ficava mais restrito aos pleitos para o legislativo, 2018 pode inaugurar uma disputa diferente entre os evangélicos: a busca pela indicação de um candidato ao Senado na chapa unificada da oposição. Até a última semana, era consolidada a candidatura do deputado federal Irmão Lázaro (PSC) para uma vaga na majoritária capitaneada por DEM ou PSDB – com o próprio parlamentar se assumindo como postulante ao Senado. Eis que, diante do cenário de união na oposição, o PRB resolveu requerer também um espaço na majoritária. E com um recado direto: dificilmente a chapa comportaria dois nomes evangélicos, o que automaticamente excluiria Lázaro da disputa. O embate tem dois nichos: votos e estrutura partidária. O representante do PSC surpreendeu em 2014 ao se tornar o terceiro deputado federal mais votado – à época, muita gente não apostava fichas que Lázaro teria tantos votos. O cacife eleitoral do deputado cantor é o ponto mais forte dele e, com certeza, será usado na discussão do grupo. Já o PRB possui uma estrutura partidária muito mais consolidada que o PSC. Com fortes vinculações com a Igreja Universal do Reino de Deus, os dirigentes da sigla possuem penetração e votos espalhados nos mais diversos rincões da Bahia – e do Brasil. Tal posicionamento garante certo conforto na hora de reivindicar espaço, principalmente quando existe instabilidade no grupo, como é explícito na oposição. Mesmo que implicitamente, a Bahia vai assistir a uma nova edição de “guerra santa”. Pelo menos entre os evangélicos da política. 
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