Manifestantes protestam contra preço do combustível na Esplanada


Cerca de 1.000 pessoas se reúnem na área central da Brasília para protestar contra o aumento dos impostos nos combustíveis. A manifestação, que também tem como objetivo criticar as decisões tomadas pelo governo Michel Temer, começou com 150 pessoas, na Esplanada dos Ministérios. Segundo os organizadores do ato, o grupo não tem ligação com nenhum partido político. Motoristas que passsaram a tarde em frente à central de distribuição da Petrobras, no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), se juntaram às pessoas próximo ao Palácio do Planalto.  



Apesar da quantidade de pessoas, não há registro de tumulto. Segundo a Polícia Militar, parte das vias N1 e S1 foram particialmente bloqueadas pelos manifestantes, o que fez com que o trânsito ficasse lento, mas sem retenção total. Quando passaram em frente ao Palácio da Justiça, portando bandeiras, faixas e vestindo verde e amarelo, promoveram um apitaço. As faixas trazem mensagens como "Basta! Estamos cansados de pagar a conta" e pedidos de intervenção militar.

O grupo passou pela Justiça, seguiu para o Palácio do Planalto, onde gritou, novamente, palavras de ordem, se concentrou momentaneamente próximo ao Congresso Nacional. Por conta disso, a Alameda dos Estados foi interditada, bem como parte da N1 (Eixo Monumental, sentido Rodoviária). Quando chegaram no gramado da sede do Legislativo Federal, os participantes do ato entoaram o Hino Nacional e seguiram bradando por pautas diversas, desde a redução do preço da gasolina até a saída do presidente Michel Temer. Às 18h30, eles rumaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) e deram uma nova volta na Praça dos Três Poderes.



A corretora de seguros Suzana Carriero, 45 anos, fez questão de participar do ato. Segundo ela, é importante que a população participe. "Somos contra o aumento dos impostos, da gasolina e também apoiamos as causas dos caminhoneiros. Precisamos de um país sem corrupção e os políticos precisam ter consciência de que não aguentamos pagar um centavo a mais. Não vamos aceitar isso", desabafou.
O militar Tiago Kamus, 22, defende que o país precisa de um governo justo e sem corrupção. "Tem que tirar a regalia dos governantes. Também viemos reivindicar a nossa parte, porque o acordo só vai favorecer os caminhoneiros. Não queremos que sobre pra gente pagar", criticou. 


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