Agosto 2018 ~ Jornal Barreiras 24 Horas

Barreiras-BA: Lavador de carros é encontrado morto na Vila Brasil

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Um homem foi morto com um objeto perfuro cortante na madrugada desta quinta-feira (30), por volta das 4h, na Rua Ataulfo Alves, próximo a Rádio Nova FM, no bairro Vila Brasil, na cidade de Barreiras. A vítima lavava veículos nas proximidades do Vieirinha, no centro histórico da cidade.

No local do crime foi encontrado um boné, um cachimbo e uma camiseta, além de muito sangue em um trecho da Rua Ataulfo Alves. A suspeita é que lavador de carros tentou fugir do seu agressor e caiu sem vida, próximo a emissora de rádio. Ele apresentava perfurações nas costas e no pescoço.


Ao lado do corpo foi encontrado um isqueiro, provavelmente usado para consumo de crack. De acordo com a polícia, ele seria usuário de drogas e morava nas ruas nas imediações do cais da cidade. Uma guarnição da Polícia Militar (PM) esteve no local e preservou a cena do crime até a chegada do Departamento de Polícia Técnica (DPT) que realizou a perícia.


O delegado Francisco Carlos de Sá esteve no local juntamente com a Polícia Civil. Lucirandersom Ramos de Souza, o nome da vítima, já tinha passagens pela delegacia de polícia. O Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa já iniciou as investigações no sentido de identificar a autoria e motivação do crime. O corpo foi removido pelo rabecão para o Instituto Médico Legal (IML), onde vai passar por exames de necropsia. [Fonte:Reportagem de Jadiel LuizBlog do Sigivilares]

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Ibotirama-BA: Adolescente fica ferida após acidente entre caminhão e bicicleta


Uma adolescente de 13 anos ficou ferida após um grave acidente envolvendo um caminhão e uma bicicleta no fim da tarde desta terça-feira (28), na BA-160, em Ibotirama, no Oeste do estado.

Conforme informações, a situação aconteceu no semáforo do cruzamento da Avenida João Alves Martins com a Avenida Otávio Mangabeira. O motorista estava parado no sinal vermelho e, sem perceber, teria atropelado a vítima, que passava ao lado do carro quando o trânsito abriu.

Ao notar que tinha atingido a adolescente, o condutor parou o caminhão e desceu para prestar socorro. Parte da bicicleta ficou embaixo do veículo.

Ainda no local, a adolescente foi atendida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e encaminhada para o Hospital Regional de Ibotirama. Não há informações sobre o estado de saúde dela. A Polícia Militar registrou a ocorrência.

 (Fonte: Gazeta 5)
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3 bandidos perigosos são mortos em mega operação realizada em Barreiras



Na madrugada desta quarta-feira (29), por volta das 2h, a Polícia Civil deflagrou uma mega operação em Barreiras contra o tráfico de drogas na região. Na ação, foram mortos três bandidos conhecidos como Caladão, Alex e Zabelê, além de 18 pessoas presas e conduzidas para o Complexo Policial.
Os suspeitos, baleados e mortos em confronto com policiais, eram conhecidos por práticas de roubos de motos e por serem responsáveis por diversas mortes na região.
A ação contou com 25 equipes da Polícia Civil, Militar, Rondesp, PRF e um helicóptero Grupamento Aéreo PM (GRAER), que desde ontem (28) sobrevoavam os bairros periféricos da cidade e orientaram as guarnições.
Mais informações sobre essa operação ao longo do dia. O
FONTE Mais oeste
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Catolândia é um dos 70 municípios baianos que não gera receita suficiente para pagar as contas

O prefeito Gilvan Pimentel sabe que tem um grande problema nas mãos. A cidade que administra, Catolândia, no Extremo-Oeste da Bahia, tem a menor população, entre os 417 municípios do estado da Bahia – apenas 3,6 mil habitantes. Com tão pouca gente e, consequentemente, tão pouca arrecadação, Catolândia figura em um ranking indesejável: o das cidades que não geram receita suficiente sequer para pagar as próprias contas.
“Aqui, a gente vende o almoço para conseguir pagar a janta”, diz o prefeito, referindo-se ao aperto de todo mês. Fundada em 1962, Catolândia fica perto de polos econômicos como Barreiras e São Desidério. O problema é que ela não conseguiu acompanhar o desenvolvimento nem o crescimento econômico das vizinhas.
Hoje, Pimentel é categórico: a cidade sobrevive mesmo graças ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM), um repasse federal de verbas que é calculado a partir do número de moradores. De fato, é o sexto município que mais depende de repasses: somente 8,52% do orçamento vem da própria receita. Como Catolândia, existem muitas outras: ao todo, 72 cidades baianas dependem de transferências da União e do estado para arcar com as despesas da máquina pública todo mês.
O número foi divulgado pelo estudo Criação de Municípios: mais impostos e menos serviços à população, elaborado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), que mostrou que um terço dos municípios brasileiros não gera receita suficiente sequer para suas despesas de manutenção (1.872 cidades).
“No geral, mal dá R$ 1 milhão por mês, contando com o FPM. Aqui, só temos agricultura familiar, minifúndios. Temos poucos habitantes e são pouco distribuídos. Hoje, só tem a cadeia produtiva de leite, que tem uma associação que entrega 2,5 mil litros por dia”, diz o prefeito, que atribui o abandono da cidade a má administração de seus antecessores.
Só a Câmara Municipal demanda R$ 104 mil desse valor. Poucos moradores pagam o IPTU. A maioria – cujo percentual ele não soube dizer, mas garante que é mais da metade – afirma que não tem dinheiro. Para Pimentel, uma das soluções seria asfaltar as estradas que ligam a cidade a Barreiras. Assim, Barreiras poderia ser uma cidade dormitória e mais pessoas poderiam trabalhar em Catolândia.
“Barreiras tem 94 mil eleitores. No mínimo, 20 mil são de Catolândia ou tem vínculo com a região. O problema é que, sem alternativa de renda, o cara nasce, cresce e vai embora”.

Emancipação

Ainda que o percentual de municípios baianos nessa situação seja menor do que o do Brasil (17,2% contra 33,6%), a economista Nayara Freire, analista de estudos econômicos da Firjan, enfatiza que o número ainda é alto e representa uma quantidade significativa em relação ao total do estado.
“A gente vê uma forte dependência, porque houve um movimento de emancipação dos municípios nos últimos anos, principalmente após a Constituição de 1988. Boa parte deles votou pela emancipação para gerar bem-estar para a população, qualidade de vida, educação e saúde, mas eles não tinham capacidade de gerar receita para suprir essas necessidades”, explica Nayara.
Embora a situação mais delicada seja dos municípios de pequeno porte, a economista destaca que o cenário é preocupante em todo o Brasil. Segundo o estudo, 2.091 municípios estão descumprindo alguém limite de teto de gastos ou não estão sendo transparentes.
“A gente observa que, apesar de conseguir gerar uma receita própria, a máquina pública ainda tem presença significativa no orçamento. A receita própria, por si só, não diz tudo. Ela precisa ser suficiente para cobrir o quanto custa essa prefeitura”, aponta a economista.

Fusão e administração coletiva

Diante desse cenário de crise, uma das alternativas propostas pela Firjan é a da fusão de municípios. Existe, hoje, no Congresso, um projeto de Lei (PLC 137/15) que impõe critérios populacionais e de capacidade de geração de receitas próprias para a criação de municípios. Entre os critérios regionais, o quantitativo mínimo para os municípios no Nordeste seria de 12 mil habitantes. Dessa forma, nenhuma das 72 cidades baianas que dependem das transferências atenderiam aos pisos populacionais.
No Brasil, 3.056 municípios hoje existentes também não poderiam ser municípios. Se esses municípios passassem por um processo de fusão, a Firjan estimou uma economia de R$ 6,9 bilhões por ano na redução de despesas com funções administrativas e legislativas.
“Queremos mostrar que criar mais município não é a solução. Esses quase R$ 7 bilhões poderiam ser destinados a outras áreas”, destaca a economista Nayara Freire, analista de estudos econômicos da Firjan.
A hipótese, porém, não agrade a todos os municípios. O prefeito de Catolândia, Gilvan Pimentel, por exemplo, acredita que isso poderia provocar ainda mais desemprego nas cidades.

Estado  tem 50  distritos que podem virar cidade

Na Bahia, caso o Projeto de Lei Complementar  137/2015 seja aprovado, ao menos 50 distritos estão na fila para virar cidades, segundo a Comissão Especial de Assuntos Territoriais e Emancipação da Assembleia Legislativa da Bahia, que tem recebido visita de políticos  com demandas nesse sentido.
Mas, segundo o deputado estadual Crisóstomo Lima (PCdoB), o Zó, presidente da comissão,  ao menos 20 distritos não se enquadram, por um motivou ou outro, nos requisitos do PLC 137/2015. O gasto mínimo para criar uma cidade é de  R$ 12 milhões por ano, incluindo despesas com prefeitura, Câmara de Vereadores  e a máquina pública.
Na Bahia, as cidades mais novas, criadas em 2000, são Luís Eduardo Magalhães, no Oeste, e Barrocas, no Nordeste. As duas trilharam caminhos bem diferentes: enquanto Barrocas, com 17 mil habitantes, segue na dependência dos recursos federais e estaduais para se manter, Luís Eduardo é destaque nacional no agronegócio e cidade de maior desenvolvimento econômico da Bahia, segundo o Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) divulgado em junho.
Os índices de desenvolvimento medidos pela Firjan estão acima ou bem próximos do que é considerado como alto desenvolvimento. O IFDM geral da cidade é de 0,77. O índice de alto desenvolvimento, pela metodologia da Firjan, é a partir de 0,8.
Fonte: Correio da Bahia
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Agricultura: Agrotóxicos, depressão e dívidas criam ‘bomba-relógio’ de suicídios no RS

Simone RovadoskiDireito de imagemDIOGO ZANATTA
Image captionSimone Rovadoski ficou um ano sem plantar depois da morte do marido Fonte: Paula Sperb
A família de agricultores acordou cedo e tomou chimarrão naquela manhã quente de 21 de dezembro de 2013. A mãe fez bolinhos para o lanche e iniciou o preparo da lentilha para o almoço.
Mas, quando Simone Rovadoski, de 39 anos, saiu da casa para ajudar o marido José Dell Osbel, de 44 anos, no cultivo dos 48 mil pés de tabaco da família, encontrou-o morto.
"Não pude evitar que as crianças vissem. Foi um horror", relembra Simone sobre o suicídio do marido, em Gramado Xavier, a 156 km de Porto Alegre. "Ajuda a salvar meu pai, ajuda!", pedia o filho do casal, na época com 13 anos, para curiosos que se aproximavam.
Osbel passou a integrar as estatísticas que fazem do Rio Grande do Sul o Estado com mais casos de suicídios no Brasil: 10 a cada 100 mil habitantes.
A taxa é praticamente o dobro da brasileira (5,2 por 100 mil em 2012, segundo dados do Ministério da Saúde) e próxima da taxa mundial (11,4 por 100 mil, segundo a Organização Mundial da Saúde).

Agrotóxicos e depressão

Gramado Xavier, com pouco mais de 4 mil habitantes, fica na região central gaúcha, conhecida por ser um polo fumageiro - da indústria do fumo.
A conexão entre suicídio e plantadores de fumo é apontada em diversos estudos científicos. Um relatório da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa gaúcha apontava, em 1996, que 80% dos suicídios da cidade de Venâncio Aires, a maior produtora de tabaco do Estado, eram cometidos por agricultores. O mesmo estudo mostrava aumento nos suicídios quando o uso de agrotóxicos era intensificado.
Segundo uma pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, o uso de agrotóxicos, como os organofosforados, aumenta as chances de depressão dos agricultores.
Em 2014, 20% de cem fumicultores entrevistados sofriam de depressão, segundo a UFGRS. O quadro depressivo por exposição aos venenos, somado a fatores sociais e culturais, pode evoluir para o suicídio.
A relação é contestada pelo Sindicato da Indústria do Tabaco local (Sinditabaco), que diz que "atrelar casos de suicídio ao uso de agrotóxicos na cultura do tabaco é inconsistente".
Simone RovadoskiDireito de imagemDIOGO ZANATTA
Image captionSimone Rovadoski encontrou o corpo do marido na plantação de tabaco da família
O Rio Grande do Sul tem 73.430 famílias (mais de 577 mil pessoas) que colhem 255 mil toneladas de tabaco anualmente, de acordo com a Afubra (Associação dos Fumicultores do Brasil).
A Afubra alega que as empresas fumageiras orientam os agricultores quanto à aplicação correta dos defensivos e o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs). Segundo o Sinditabaco, "alguns produtores ainda resistem à utilização correta do EPI".
Mas "o agrotóxico, para fazer efeito, tem que ser aplicado quando tem sol, naqueles calorões infernais de novembro. O suor embaça os óculos (do equipamento), a máscara sufoca, falta ar. A luva prejudica a coordenação motora fina", conta Mateus Rossato, de 35 anos, que trabalhou na lavoura da família dos 12 aos 20 anos, em Nova Palma, a 224 km da capital gaúcha.
Rossato avalia a falta de ergonomia dos equipamentos de segurança porque hoje entende sobre o corpo humano: é professor de Educação Física na Universidade Federal do Amazonas.
Para ele, os equipamentos não são adequados às necessidades reais dos agricultores. E, mesmo quando são usados, não impedem que o veneno, que é carregado nas costas, escorra pelo corpo no momento da aplicação.

Doença da folha verde

Os danos à saúde relatados pelos próprios agricultores, porém, não são somente psíquicos.
Do total de entrevistados no estudo da UFRGS, 67% apresentaram os sintomas da doença da folha verde do tabaco (DFVT), causada pela intoxicação por nicotina através do contato da planta úmida com a pele. Os principais sintomas são vômito, tontura, dor de cabeça e fraqueza, de acordo com o Ministério da Saúde.
Antes de suicidar-se, Osbel chegou a ser internado para tratar a depressão. Mas antes foi diagnosticado por diferentes médicos com sinais da doença da folha verde.
Hemograma de José Dell OsbelDireito de imagemARQUIVO PESSOAL
Image captionO exame de José Dell Osbel demonstrava o impacto da doença da folha verde do tabaco
"Ele ia para a roça e logo tinha que procurar atendimento porque desmaiava", relembra Simone.
Ela conta que, depressivo e intoxicado, Osbel também abusava do álcool.
"Os agricultores acabam tratando seus problemas com o álcool. É mais um fator de risco", afirma o médico psiquiatra Rafael Moreno de Araújo, coordenador do Comitê de Prevenção do Suicídio da Associação de Psiquiatria do Rio Grande do Sul (APRS).
O médico ressalta que o histórico familiar, influenciado tanto pela herança genética como pela cultura local, também colabora para o suicídio. Além de tudo, Osbel tinha um avô que havia se suicidado.
"É uma bomba-relógio", diz o psiquiatra ao enumerar os fatores de risco aos quais os fumicultores estão expostos: genética, baixa escolaridade, histórico familiar, estilo de vida estressante e intoxicação.

Dívidas com as fumageiras

A questão financeira é o principal gatilho para o estresse entre fumicultores. Eles precisam organizar o dinheiro que recebem apenas uma vez por ano para sustentar a família pelos 12 meses seguintes.
Além disso, a maioria deles tem dívidas com as próprias empresas que compram sua produção. Não é raro que os processos movidos pelas companhias terminem com a tomada das terras dos agricultores.
"A perda das terras é a perda da vida deles", analisa o advogado Mateus Ferrari, que atende diversos casos de agricultores endividados.
A dívida inicia quando o agricultor se compromete a entregar sua produção a uma empresa específica. A empresa fornece sementes, venenos e equipamentos de segurança e muitas vezes exige a construção de galpões. Mas tudo isso é descontado do valor a ser pago pela produção.
Quando esta é entregue, a empresa classifica as folhas através de uma amostra: quanto mais qualidade, mais será pago. Muitas vezes os agricultores recebem menos do que o planejado e ainda precisam pagar suas dívidas dos insumos.
"Eles não têm como argumentar, a maioria tem escolaridade baixa. É o tempo todo sob ameaça: 'vamos cancelar o pedido, colocar teu nome no SPC e acionar a Justiça'", relata Ferrari.
Sob ameaça de perderem suas terras e querendo receber os insumos da próxima safra, os agricultores acabam assinando sua confissão de dívida, não raro com juros sobre juros, sem estarem completamente cientes das consequências.
"A gente tenta salvar as terras, mas não há como combater os contratos. Então, tentamos um acordo para que os agricultores consigam pagar", explica Ferrari.
Depois que o marido se suicidou, Simone ficou um ano sem plantar porque, endividada, não conseguia adquirir insumos. Só retomou a lavoura porque fez novos créditos no nome "limpo" da filha, de 19 anos.

Falta de apoio

Alguns dos processos contra os agricultores são iniciados pela própria Afubra, em teoria representante deles. A entidade alega que só entra na Justiça contra os fumicultores "quando o individual se sobrepõe ao coletivo", mas não especificou os casos.
A entidade tampouco respondeu se ajuda os agricultores a entenderem seus contratos ou se atua de alguma maneira na prevenção de suicídios.
Questionado se auxilia os agricultores na prevenção do endividamento ou contabiliza o número de casos na Justiça, o Sinditabaco diz apenas que "trata dos assuntos comuns às empresas associadas e, portanto, não dispõe desse tipo de informação".
O pai de Júlio Selbach, de 47 anos, do município de General Câmara, perdeu 22 hectares de suas terras na Justiça. "A causa está perdida, não conto mais com isso. Continuo lutando, mas vai ser muito difícil reverter", diz.
Seu pai era seu fiador de uma dívida de R$ 150 mil que a família considera "inexplicável". "No final das contas tudo é legal. O orientador técnico da empresa traz um monte de folhas e manda tu assinar. Eles dizem 'não adianta nem tu ler que tu não vai entender. Se não quiser assinar, o negócio termina aqui'", relata.
Por causa da dívida e da perda das terras do pai, Selbach largou a plantação de tabaco e agora produz leite. Ele conta que histórias como essa muitas vezes acabam em suicídio porque o "chefe" da família sente culpa por envolver a família em uma situação de conflito.
PlantaçãoDireito de imagemDIOGO ZANATTA
Image captionO Rio Grande do Sul tem 73.430 famílias (mais de 577 mil pessoas) que colhem 255 mil toneladas de tabaco anualmente
O psiquiatra coordenador da APRS corrobora a tese. "Nessa região o suicídio é um problema que atinge os homens, que têm essa responsabilidade de ser o provedor da família e acabam ficando com a culpa pela (má) safra, pela dívida", diz Araújo. Segundo ele, poucos desses homens procuram ajuda psicológica.
Há também, segundo ele, negligência no atendimento do sistema de saúde. "Às vezes o paciente chega (após ter tentado) suicídio, passa por uma lavagem no estômago e é liberado, sem avaliação psiquiátrica", relata.

Intoxicação infantil

O problema se torna ainda mais complexo porque a entrada de muitos agricultores na lavoura ocorre muito cedo. O marido de Simone, que se suicidou em 2013, trabalhou na lavoura de fumo por 34 anos, desde criança. Rossato, o professor de Educação Física, também trabalhou na roça quando era pequeno.
Por causa da presença constante das crianças no campo, casos de intoxicação e alergias são comuns.
O filho mais velho de Luciana Pereira da Rosa, de 44 anos, de General Câmara, apresentou sinais de doença da folha verde quando tinha apenas 12 anos. "Ele ia para a roça colher fumo e vomitava direto", relembra a mãe.
O filho agora tem 28 anos e recentemente abandonou a atividade, junto com os pais. Todos se mudaram para Taquari, cidade próxima, por causa da alergia da irmã mais nova, hoje com sete anos. "A pele ficava vermelha, saía sangue e levantava uma casca. Era horrível", lembra Luciana.
Os médicos não davam um diagnóstico preciso sobre a causa, mas Luciana notava que as crises ocorriam logo depois que a substância glifosato era aplicado nos pés de fumo da família ou de vizinhos.
Com a mudança de cidade, a filha não ficou mais doente.
O Ministério Público do Trabalho do RS não dispõe de estatísticas sobre trabalho infantil nas lavouras. De acordo com a procuradora Erinéia Thomazini, de Santa Cruz do Sul, na região fumageira, "em muitos casos a denúncia de trabalho infantil sequer chega".
Uma pesquisa do IBGE aponta que 39.659 crianças de 10 a 13 anos trabalhavam no Rio Grande do Sul em 2010.
O Sinditabaco diz combater a prática, mas agrega que "temos ainda um caminho a percorrer para a completa erradicação do problema". A entidade aponta a necessidade de mais escolas rurais para auxiliar na prevenção.
Quem deixa a plantação de fumo diz que a sensação é de alívio. Mas notícias sobre suicídios de vizinhos e conhecidos sempre chegam.
"Lá na minha região tem uma expressão: 'só se vende corda com receita médica'. Isso porque é alta a incidência de suicídio dos agricultores. Você junta a depressão com a dívida, a frustração de perder uma safra. É o contexto perfeito para se suicidar", comenta Rossato sobre os conterrâneos.
Além disso, o silêncio dos agricultores sobre o tema agrava o quadro. " O suicídio parece que é tratado como um tabu, quase proibido ou até vergonhoso de falar. Claro que dói. Mas preciso falar porque quero que menos gente tire a própria vida, como meu marido fez", alerta Simone.
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Participação de Bolsonaro no Jornal Nacional gera memes na internet; confira alguns

Participação de Bolsonaro no Jornal Nacional gera memes na internet; confira alguns
Foto: Reprodução / TV Globo
A participação do candidato a presidente da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, na sabatina do Jornal Nacional desta terça-feira (28) gerou diversos memes na internet.

O presidenciável lembrou o fim do casamento de William Bonner, um dos entrevistadores, pontuou uma fala de Roberto Marinho, quis mostrar um livro infantil que suspostamente tinha sexualidade e ainda questionou o salário de Renata Vasconcellos, outra apresentadora do telejornal.

Os 28 minutos de entrevista foram motivos para diversos memes na internet logo após a participação de Bolsonaro no JN.
Confira alguns deles:



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ALÔ SÃO DESIDÉRIO!!! A LOCOMOTIVA ESTA VOLTANDO

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